segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Jornal da Noite

http://www.jornaldanoite.jor.br/ O quinto período de jornalismo noturno da PUCPR colocou no ar, às 18h de sexta (dia 21/11/08), o Jornal da Noite, um site de jornalismo on-line inédito (www.jornaldanoite.jor.br). Desenvolvido, especialmente, para os curitibanos insones e/ou que só têm tempo para se informar de noite. O site publicou, em tempo real, as notícias produzidas das 18h do dia 21 às 6h do dia 22. O site abordou 10 editorias (Comportamento, Cotidiano, Cultura, Economia, Esportes, Geral, Multimídia, Polícia, Saúde e Serviços), que foram cobertas por uma equipe de 30 repórteres.

Bem Servida na Estrada

Logo de cara eu desvio das cafeterias de Curitiba e pego a BR no fim de semana, ansiosa por chegar no lugar que vou descrever agora. E diferente do espaço físico, vou falar de comida de verdade. Comidinhas que vão muito bem acompanhadas de uma xícara grande de café com leite, por favor. Na minha cabeça não existe possibilidade de pegar a BR 277, sentido norte do estado e não parar no Anila. Localizada no município de Francisco Pinheiro, a 138 km de Curitiba, o Anila é um restaurante/hotel de beira de estrada, que oferece os mais deliciosos lanches rápidos e comidinhas típicas da região colonizada por italianos, poloneses e alemães. O X-Anila e o pastel de queijo são campeões de vendas. Também pudera, o sanduíche de pãozinho fresco tipo francês recheado com uma camada generosa de lingüiça defumada e queijo derretido; ou massa de pastel sequinha, que se desmancha na boca, recheado, de verdade, com queijo mussarela são irresistíveis a qualquer hora do dia. Os queijos e embutidos são produzidos pela própria empresa, que na verdade é uma indústria de laticínios, que vem crescendo cada ano mais.Além destas delícias, recheadas de gordura trans, o restaurante dispõe de pães, cucas, geléias, mel, bolachas, tortas e salgados em um espaço de conveniências que abriga todas essas opções produzidas por moradores da região. Vai dizer que a viagem não fica mais gostosa? Pode durar o tempo que for, contanto que na volta eu pare no Anila, tome um café fresquinho, com gostinho de interior e compre uma porção de nozinhos de queijo pra assar no espeto!Melhor que isso, só se eu me hospedar por um fim de semana na suíte com hidro e desfrutar do café colonial logo pela manhã.

Lucca Cafés Especiais

Conhecido por servir cafés gourmet, reserva de grãos especiais, o Lucca Cafés está no mercado curitibano ensinando os apreciadores que existe sim diferentes sabores e aromas de café, determinados pela qualidade dos grãos e sua torra. Dividido em três níveis, o espaço do Lucca Batel tem decoração inspirada em linhas retas abusando dos tons alaranjados nas paredes e do preto nos móveis. Tudo pensado para que seja simples de ser franqueado em todo o Brasil. Mesinhas quadradas surgem desde a calçada da loja, invadindo a entrada. Uma escada a direita, dentro da loja, leva ao piso superior que leva a um ambiente pequeno, mais reservado, com poucos lugares. No piso inferior, no chamado "lounge", sofás em couro preto e poltronas criam ambientes ideais para tomar um café descontraído com amigos. Uma mesinha de centro pode servir de apoio àqueles que carregam seus laptops. A internet wi fi, lá dentro, é free. Duas atrações chamam a atenção dentro da cafeteria: Uma livraria, com um acervo bem expressivo, para os amantes do cafezinho que não dispensam a leitura ou a sugestão de um bom título.A outra fica por conta do equipamento de torra dos grãos de café. Com uns dois metros de altura, a máquina é ativada somente pelo “mestre torrador”, que faz questão de trabalhar na frente do público para confiar o frescor do café servido dentro da loja. Quadrinhos com informações sobre os variados cafés produzidos no Brasil e etapas de torrefação são expostos na parede, em volta do equipamento. O Lucca Cafés ainda aproveita o interior da sua loja para armazenar e exibir os sacos de produtores de café, de todo o país, que o abastece. Em cada fazenda, um grão diferente. Saborear e identificar o aroma e paladar entre os cítricos, encorpados, aromatizados... não é tarefa fácil, mas você pode até inscrever-se num Cupping, ou seja, aprender as técnicas para reconhecer os atributos entre aroma e sabores dos cafés. Onde fazer? No Lucca Cafés Especiais.

domingo, 9 de março de 2008

Janelas da Cultura Local

A doutora em ciência da informação Isa Maria Freire publicou parte da pesquisa de inclusão digital, que está sendo realizada na Escola Municipal Maria Ilka, em Quissamã, Rio de Janeiro. A doutora Isa Maria defende que o objetivo dos cientistas da informação seria o de intermediar pessoas, grupos e nações, através do desenvolvimento e conhecimento, e produzir conhecimento proveitoso para si e para o ambiente onde vive. A informação sempre foi importante no desenvolvimento sociocultural da humanidade, inclusive a sociedade contemporânea foi qualificada como sociedade da informação. A doutora cita que os espaços de informações, como a Internet, não só permitem a vinculação comunicacional, mas também, providencia sua conexão a esferas abstratas, distantes e extensas, de modo a favorecer a generalização social. Isso quer dizer que a Internet assume um espaço de informação que, antes de designar espaços físicos, remete a relações simbólicas de sociabilidade, comunicação e de saber. Na nossa sociedade globalizada, a idéia de identidade unificada e estável está sendo fragmentada, sendo composta não só de uma, mas de várias identidades, algumas vezes contraditórias ou não resolvidas. A metáfora “aldeia global”, criada pelo sociólogo Marshall McLuhan, e não citada como sendo dele na pesquisa da doutora, simboliza a homogeneização cultural. Esse problema tornou-se alvo de constante preocupação para governos e sociedades do mundo todo, pois a noção de homogeneidade cultural envolve a idéia de perda ou enfraquecimento das identidades culturais locais. Isa Maria após apresentar fatores de perda de identidade e sociabilização simbólica, causada pela Internet, defende o ciberespaço como representante de toda uma riqueza de possibilidades para troca de conhecimento. Além de defender a estratégia da pesquisa de inclusão, ressalva a liberdade do usuário do conteúdo on-line a escolher construir seus próprios estoques de informação. A inclusão digital numa escola pública é muito válida, mas a sede por conhecimento e abertura a um novo mundo de informação pode acabar sendo prejudicial às crianças, que não possuem acompanhamento qualificado. No mundo de hoje já não podemos validar tudo que lemos nos livros, tão pouco conceber como autêntico o que o mundo virtual, em que qualquer indivíduo pode armazenar pensamentos, interesses, desejos, loucuras, críticas, etc., salva sem qualquer restrição. O mundo está caminhando para a homogeneização e ficando desfigurado, tudo isso sem qualquer limite. O importante para a o mundo virtual é o armazenamento cada vez maior de vértices do ideal. As crianças de Quissamã, com o pouco senso crítico que têm, não perceberão o lado negativo desse bombardeio de palavras e mundos que aparecerão nas telas do computador da escola, tão pouco os professores que se sentem privilegiados em fazer parte de uma pesquisa de inclusão. Resenha do artigo escrito por Isa Maria Freire - Janelas da Cultura Local: Abrindo oportunidades para inclusão digital de comunidades.

Jovens Profissionais - JOP

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Comunicare Movimento

MOCHILANDO DE MAGRELA Turistas do mundo inteiro movimentam os albergues de Curitiba
Mochila nas costas, uma bicicleta e muita coragem. Isso é tudo o que alguns aventureiros precisam para cair na estrada e desbravar cidades, estados e até continentes. Muitos partem de casa sozinhos, mas nem por isso encontram solidão no caminho. Nas paradas, que acontecem principalmente em albergues, há sempre alguém com quem dividir as experiências da viagem.
Foi numa dessas paradas que Hervé Neukomm veio parar em Curitiba. Há três anos, ele colocou uma mochila nas costas, pendurou outras três na bicicleta e saiu de Zurique, na Suíça, para o mundo. Aos 29 anos, o aventureiro já visitou 24 países da América do Sul, África e Europa, percorrendo ao todo 26 mil quilômetros. A viagem que deveria durar sete meses não tem mais data para acabar.
Hervé conta que na África foi onde ele correu mais riscos por causa dos animais e das guerras entre tribos. Durante sua passagem pelo Quênia, ele visitou um desses grupos. Dois dias depois de ter ido embora, a tribo foi atacada por um grupo rival armado com machados. Nem isso perturba o aventureiro. “A vida é perigosa”, diz o suíço que aprendeu português na África, onde trabalhou como guia turístico em um safári.
O viajante não troca a vida na Suíça por sua aventura pelo mundo. “Lá existe muito suicídio. As pessoas ficam de cabelo branco muito cedo, com problemas nas costas, no coração. Eu não tenho nada disso”, conta ele. Para continuar viajando, Hervé escreve artigos sobre turismo e vende fotos para jornais e revistas suíços. Quando pode, ele também organiza festas e eventos nos locais por onde passa.
O ciclista suíço percorre até 100 km por dia carregando cerca de 60 quilos de bagagem, podendo chegar a 100 quilos em locais onde não tem água nem comida. De Curitiba, Hervé vai para Florianópolis, deixando para trás os amigos que fez no albergue, como o catarinense Leonardo Cesco.
Leonardo, 23, administrador de empresas, foi sozinho de São Paulo até a Patagônia, no Chile. O percurso de bicicleta durou 46 dias. Lá, ele foi socorrista voluntário em montanhas durante um ano. Leonardo, que está há três semanas em Curitiba está vindo morar na cidade para trabalhar na área comercial de uma grande empresa de alimentos.
O paulista Eldon Antunes Costa, 20, também está deixando sua cidade para morar na capital paranaense. Ele pretende estudar Direito no próximo ano. Há um mês em Curitiba, foi no albergue que Eldon encontrou um amigo com quem irá dividir o aluguel. Ele acha mais fácil fazer amizade com os recém chegados do que com os curitibanos. “Eu gosto de Curitiba, mas não dos curitibanos” afirma Eldon e explica que demorou duas semanas para conseguir conversar com a recepcionista do albergue. Durante sua estada, ele teve contato com pessoas de 21 nacionalidades.
Tanta gente de lugares diferentes fazem do albergue um lugar de movimento não só de pessoas, mas também de idéias. Os aventureiros geralmente viajam sozinhos, mas nem precisariam de companhia.
No albergue encontram amizades que, embora sejam rápidas, não são esquecidas. A despedida é inevitável, mas eles se despedem uns dos outros como se fossem se reencontrar na próxima estrada.
ALBERGUES NO BRASIL E NO MUNDO
• São um meio de hospedagem alternativo, com quartos coletivos (alguns oferecem quarto para casal e/ou família).
• Possuem sala de TV, lavanderia e cozinha comunitárias.
• A rede internacional Hostelling International garante um padrão de qualidade nos albergues conveniados. Seu objetivo é proporcionar o intercâmbio cultural entre pessoas do mundo inteiro.
• São mais de 4.000 albergues em cidades turísticas do Brasil e do exterior.
• O viajante deve levar sua própria roupa de cama ou alugá-la no albergue.
• Os banheiros são coletivos, separados por sexo.
• Alguns albergues possuem áreas de lazer com quadra de esportes, salas de jogos, aluguel de material esportivo e piscina.
• As diárias em quartos coletivos custam de R$ 16,00 a R$ 30,00 no Brasil e de US$ 10,00 a US$ 40,00 no exterior
Escrito à três mãos...

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Comunicare Segurança Alimentar

SIRVA-SE QUASE À VONTADE Mitos alimentares sobrevivem à ciência e abastecem imaginário popular Difícil encontrar quem nunca tenha ouvido a frase “não misture determinados tipos de alimentos, porque faz mal”. Pode ser manga com leite ou uva com melancia, não importa, o alerta é sempre o mesmo.Apesar da autoridade de mães e avós, há tantas e tantas gerações, essas proibições não passam de mitos alimentares, sem qualquer fundamento científico. Mitos são representações de fatos ou personagens reais exagerados pela imaginação popular ou pela tradição. Essas crendices surgem de todos os lugares. Muitas vezes, estão ligadas à religião ou a culturas regionais. E sobrevivem a tudo, inclusive nas horas indesejadas, quando se está pronto para degustar o prato perfeito. - No estômago não tem prateleira! Batata frita com sorvete, arroz com ketchup, melancia com vinho, entre outras especialidades dos gastrônomos mais criativos deste mundo, foram algumas das combinações citadas para a equipe do Comunicare. Mas a palavra dos especialistas é outra: a ingestão de alimentos diferentes dificilmente gera problemas. O que pode acarretar desconfortos é a validade de algum produto. Outro problema pode estar no estômago, nem sempre preparado para receber a mistura de ácidos ou gorduras.Mas nem todo mito deve ser descartado. É o caso da afirmação de que margarina é menos saudável do que manteiga. Essa recomendação faz sentido, pois estudos comprovam que a manteiga - que resulta do creme de leite batido - é rica em gordura saturada. A margarina- obtida da hidrogenação de óleos vegetais - é fonte de gordura trans. Faça sua escolha. A nutricionista Rosa Maria Piekarski afirma que, por ser livre de colesterol, a margarina é mais bem-vista pelos consumidores, que a escolhe levando em conta ainda a adição de vitaminas. Mas por ser hidrogenado, esse creme vegetal contribui para o aumento do colesterol ruim (LDL) e a diminuição do bom (HDL). Há opções mais saudáveis para substituir a margarina e a manteiga, dupla quase que indispensável nos cafés da manhã. Uma opção são os requeijões e queijos light. Outro vilão da alimentação são os carboidratos consumidos à noite. Por serem responsáveis em oferecer energia extra, não é aconselhado o consumo após as 18 horas. “Depois desse horário, o metabolismo diminui e a queima de energia f i c a difícil”, conclui Rosa. Neste caso, entra outro mito: o de que comer muito à noite resulta em pesadelos. Não é a comida, e sim o desconforto físico, provocado pelo excesso de alimentos, que pode ocasionar este tipo problema. Duro vai ser convencer sua avó. O ENIGMA DA MANGA A origem dos mitos alimentares é incerta. É provável que muitos deles tenham se formado com a cultura portuguesa e se propagado nas colônias ibéricas, desprovidas de médicos, o que favoreceu a proliferação de crendices. Manga com leite: A mistura de manga com leite não causa indigestão nem faz mal à saúde. Essa crença se perpetuou na história, a partir da Escravidão.Como os senhores de engenho alimentavam os escravos apenas com leite, eles acabavam comendo também as frutas da fazenda. Quando descobertos, os senhores inventaram o mito para impedir que os escravos consumissem as mangas da propriedade.Daquele tempo para cá, esse mito caiu no consenso popular e virou uma crença que permanece até hoje. SEM BARRIGA DE CERVEJA A dilatação da zona abdominal pode ocorrer com o consumo exagerado de cerveja, assim como com o consumo excessivo de qualquer outro alimento. Uma latinha de cerveja possui, em média, 7 Kcal por grama de bebida, o que é bastante.Não se deve culpar a cerveja pelo aumento da barriga, mas sim culpar o consumo abusado. A cerveja está socialmente ligada ao convívio e à confraternização, o que propicia o consumo excessivo. Outros fatores relacionados ao aumento de peso são os acompanhamentos que, em geral, são petiscos de alto valor calórico. O consumo em excesso de qualquer alimento ou bebida muito calórica, principalmente à noite, é a principal responsável pela dilatação do abdome. Maus hábitos alimentares e a falta de exercícios físicos também contribuem para isso.